O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) avançou 0,2% em abril/17, descontado os devidos ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano passado (abril/16), a atividade econômica do quarto mês do ano recuou 0,2%. No acumulado do ano até abril/17, a retração da atividade econômica foi de 0,3% em relação ao período acumulado de janeiro a abril do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o segundo trimestre deste ano abriu com a atividade econômica em alta, na esteira do bom desempenho do primeiro trimestre, impulsionada pela tendência de queda da inflação e das taxas de juros, bem como do ligeiro aumento do grau de confiança tanto dos consumidores quanto das empresas.

Pelo lado da oferta agregada, os destaques positivos da atividade econômica em abril/17 foram as altas de 0,8% na atividade industrial e de 0,3% no setor de serviços. Já a atividade agropecuária, depois de altas expressivas ao longo do primeiro trimestre deste ano, exibiu recuo de 0,4% em abril/17.

Pelo lado da demanda agregada, o mês de abril/17 contemplou altas de 0,3% no consumo das famílias, de 0,9% nos investimentos e de 1,3% nas exportações. Todavia, houve queda de 0,7% no consumo do governo e aumento de 1,2% das importações.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2017, a atividade agropecuária acumula taxa de crescimento bastante expressiva: 15,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a indústria e o setor de serviços ainda apresentam quedas de 1,8% e de 1,6%, respectivamente.

Ainda em relação ao acumulado dos primeiros quatro meses de 2017, praticamente todos os componentes da demanda agregada recuaram: consumo das famílias (-1,6%), consumo do governo (-1,7%), investimentos (-4,5%), exportações (-0,2%) e as importações, que entram com sinal negativo no PIB, cresceram 6,6%.

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal)

Na construção do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) utilizam-se técnicas estatísticas de desagregação temporal com indicadores (Chow-Lin, Fernandez, Litterman e Santos Silva-Cardoso). Cada subcomponente do PIB Trimestral, sem ajuste sazonal, oriundo do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, foi desagregado, por cada uma das técnicas supramencionadas, utilizando-se séries de alta freqüência (mensais) altamente correlacionadas com a série a ser desagregada. Considerou-se como estimativa final de cada série mensal associada a cada um dos subcomponentes do PIB Trimestral a média aritmética simples dos valores mensais obtidos por cada uma das técnicas distintas de desagregação temporal.

As séries mensais finais dos subcomponentes foram utilizadas como indicadores para a obtenção das séries dos níveis hierárquicos imediatamente superiores, sempre considerando como estimativas finais, em cada etapa, as médias aritméticas dos valores obtidos pelas quatro técnicas de desagregação temporal. Tal procedimento foi conduzido até chegar-se à última desagregação temporal, ou seja, do PIB Trimestral Consolidado, sendo que, para tanto, consideramos como indicadores mensais as séries desagregadas dos componentes da oferta agregada.

Para a obtenção das estimativas mensais das séries do PIB Trimestral com ajuste sazonal, cada componente mensal desagregado nos procedimentos anteriores (sem ajuste sazonal) foram ajustados sazonalmente utilizando-se TRAMO/SEATS constituindo-se, assim, os indicadores mensais a serem utilizados nas técnicas de desagregação temporal das séries, com ajuste sazonal, do PIB Trimestral.

Fonte: Serasa Experian